terça-feira, 24 de março de 2009

Domingo


De repente eu senti uma vontade de tê-los mais perto. Liguei. E então, domingo estávamos todos [ou quase todos] reunidos a mesa, com direito a lasanha, pudim e coca-cola. E claro muitas histórias e risos. É incrível como as coisas sempre acabam em velhos álbuns de fotos, com comentários do quanto crescemos, do quanto mudamos e o quanto éramos bregas, rs! Fazia tempo que o apartamento não ficava cheio e barulhento. Fazia tempo que não sabíamos como era um domingo em família.


Depois de vários pedidos, reclamações, xingamentos, promessas e até danças da chuva, finalmente o sol se foi. E eu agradeço fervorosamente... Que venha o frio... Os dias nublados começam a aparecer. E agora tudo o que preciso é de um motivo para ser feliz.



Lari*

sexta-feira, 20 de março de 2009


Esse é meu último lamento, são minhas últimas lágrimas, vai, aproveita... Mas depois disso tudo, me dê um tempo. Me deixa secar o rosto, refazer a maquiagem e erguer a cabeça, porque eu ainda não perdi meu orgulho, muito menos minha dignidade. Deixa-me parar meu mundo por cinco minutos, jogar fora aqueles velhos erros e as longas lamentações egoístas. Eu preciso por algum tempo contemplar essa escuridão que me persegue e perceber que ela já não me assusta mais. Eu não me agüento mais nessa vida de charuto, uísque, e velhas canções de blues.
Me deixa desabrochar, nem que seja apenas com palavras.


Lari*

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sonho e Revolta

O sol vai esvaindo lá fora, posso ver pela janela da biblioteca. Embora fraco, continua muito quente [março é de amargar]. Como eu queria uma chuva. Como eu queria casacos e uma temperatura de 15ºC. Ahh sim, como eu queria São Paulo por ‘n’ motivos. Um dia nublado e úmido seria perfeito, e ainda para completar o cenário, Eu e Dan caminhando pelo bairro da Liberdade, ou numa fila gigantesca do hopi hari [quer dizer, nem precisa ser tão gigantesca assim, rs]. Nossa como eu sonho com isso.
Mas tudo que importa agora é a faculdade que está irada e super difícil [normal] e que putz, consertei o computador sozinha [que orgulho, rs]. Enfim, estou pensando mais nas coisas ao meu redor do que em mim mesma, e até que tem sido bom, talvez eu esteja menos individualista, e minha vida esteja mais real.
As vezes a gente percebe que nem tudo gira em torno do nosso bem-estar. E que também não é preciso necessariamente ter alguém por perto para dar valor a si mesmo... Ou não... [essa história de “ou não” está rendendo, rs].

P.S: E como de costume estou puta da vida com algumas pessoas. Pra começar meu professor de princípios dos materiais que torna a aula tão insossa que estou até com saudades do Horst [indignação profunda].
Estou puta com meu professor de Int. a Engenharia que marcou uma reunião com nosso grupo, eu matei inglês por isso, e ele não apareceu [raiva perversa]. E claro, estou puta com o guriu da biblioteca, lindinho, mas me olha com tanta indiferença, e dizer que ele me olha é até muito perto do ele faz, nem se dá ao luxo d mexer a sobrancelha com cara d desagrado, não, ele ignora completamente como se eu nem existisse [ódio mortal]. E com o professor de Física que adiou a prova pela segunda vez. E claro, estou puta comigo mesma por errar umas besteiras no teste de calculo II. E quanto a minha revolta sobre “breaking dawn”, putz, nem vou comentar para eu não me aborrecer.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Março

Na verdade março sempre chega sem ser convidado. Porque todos gostariam mesmo que janeiro durasse para sempre e que o carnaval fosse prolongado...Ou não... Então março chega e é hora de cair na real. Março é sempre mais sério e desagradável, porque além de chegar sem ser chamado, ele ainda vem acompanhado de um calor infernal. Como pode ser tão intransigente?
Março nunca vem para brincadeira, ele vem sem feriados, enchendo sua agenda de provas e compromissos. Ele não senta do teu lado, não te revela um mistério, nem mesmo te conforta. Ele fica ali te encarando, atento, querendo pegar teu primeiro deslize.
Não, eu não odeio março. Apesar de tudo, ele também tem suas vantagens. Embora durão e severo, ele está sempre ali no pé do teu ouvido, sussurrando: “Deixa de ilusão, baby!”. Março te sintoniza novamente, mesmo que seja com uma rasteira travessa... Hora de pisar no asfalto.


Lari*