quinta-feira, 28 de maio de 2009

Alguns textos avulsos

"Eu não devia me importar tanto assim, mas a sua ausência me incomoda. Sinto que estou me fazendo de ridícula em cada palavra que lhe digo, tudo soa tão estúpido. Nós não nos pertencemos, somos avulsos num mundo de ninguém, e eu fico me perguntando se isso permanecerá intacto ou não..."

"Não sei quando foi que as estampas coloridas deram lugar ao preto, branco, cinza. Não sei quando foi que o cabelo deixou de ser grande e cacheado para ficar liso e repicado. Quando porto seguro foi trocado por Sampa. Não sei, mas tudo agora soa mais real, mais autêntico, mais eu mesma..."

"Você me faz tanta falta que todo dia faço questão de morrer um pouco só para tê-lo mais perto...
Com o tempo achei que meu amor por você morreria aos poucos. Achei que você iria embora, e eu não teria mais lembranças, e eu não teria mais saudades. Ah, mas eu te amo tanto, que chega a ser desesperador, e choro, e então sei, eu sei vô que você nunca irá embora de mim... "
Lari*

sábado, 23 de maio de 2009

Inverno


Observe. Os dias agora escurecem mais cedo. As noites estão mais frias. É o inverno chegando a sua maneira, sereno e quieto ele vem aos poucos, até lhe envolver num abraço gélido e confortante. E eu, me sinto em paz com ele.
O inverno é como aquele velho amigo que senta do teu lado e te compreende sem nem sequer uma palavra. Ele tem um olhar profundo cheio de mistérios, como se já soubesse o final da história, mas ainda assim a vivesse com admiração e respeito.
Não sei quando, mas desde algum tempo que não me recordo, passei a me sentar ao seu lado, porque ele consegue captar o meu silencio e acalmar esse meu vazio. Ele entende a minha dor e segura minha mão quando preciso. Ele me conforta quando acho que tudo esta perdido. E ele consegue ser tudo isso quando simplesmente os ventos frios de junho balançam meu cabelo, quando meus pés tocam a grama molhada do sereno, quando começa a cair um chuvisco mansamente, quando me aconchego debaixo das cobertas. Ele é tão presente que quase existi. E eu fico aqui na companhia da sua ausência. Observando sua vivencia inexistente.
Apenas em paz com ele!
Lari*

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A ele!


Depois de muito tempo naquela duvida cruel: faço uma tatuagem ou não? Resolvi fazer, acho que eu mereço carregar uma recordação do meu avô no meu corpo, e meu avô querido [que infelizmente não esta mais presente] merece muito mais que essa pequena homenagem. Quero que seja no pé, talvez uma frase ou o nome dele, ainda não decidi. Acho que vou me sentir melhor depois da tatu, e sempre vou me lembrar dele quando olhar para ela. Vai ser um modo de deixá-lo mais perto e saber que ele esta comigo.
Vô, sempre te amarei!


Lari*