
Observe. Os dias agora escurecem mais cedo. As noites estão mais frias. É o inverno chegando a sua maneira, sereno e quieto ele vem aos poucos, até lhe envolver num abraço gélido e confortante. E eu, me sinto em paz com ele.
O inverno é como aquele velho amigo que senta do teu lado e te compreende sem nem sequer uma palavra. Ele tem um olhar profundo cheio de mistérios, como se já soubesse o final da história, mas ainda assim a vivesse com admiração e respeito.
Não sei quando, mas desde algum tempo que não me recordo, passei a me sentar ao seu lado, porque ele consegue captar o meu silencio e acalmar esse meu vazio. Ele entende a minha dor e segura minha mão quando preciso. Ele me conforta quando acho que tudo esta perdido. E ele consegue ser tudo isso quando simplesmente os ventos frios de junho balançam meu cabelo, quando meus pés tocam a grama molhada do sereno, quando começa a cair um chuvisco mansamente, quando me aconchego debaixo das cobertas. Ele é tão presente que quase existi. E eu fico aqui na companhia da sua ausência. Observando sua vivencia inexistente.
O inverno é como aquele velho amigo que senta do teu lado e te compreende sem nem sequer uma palavra. Ele tem um olhar profundo cheio de mistérios, como se já soubesse o final da história, mas ainda assim a vivesse com admiração e respeito.
Não sei quando, mas desde algum tempo que não me recordo, passei a me sentar ao seu lado, porque ele consegue captar o meu silencio e acalmar esse meu vazio. Ele entende a minha dor e segura minha mão quando preciso. Ele me conforta quando acho que tudo esta perdido. E ele consegue ser tudo isso quando simplesmente os ventos frios de junho balançam meu cabelo, quando meus pés tocam a grama molhada do sereno, quando começa a cair um chuvisco mansamente, quando me aconchego debaixo das cobertas. Ele é tão presente que quase existi. E eu fico aqui na companhia da sua ausência. Observando sua vivencia inexistente.
Apenas em paz com ele!
Lari*

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